Indústria de Transformação Brasileira Alcança Marca Expressiva em Exportações

Em meio a desafios globais, setor registra o segundo maior volume de exportações desde o início do século, com destaque para bens de capital.

A indústria de transformação do Brasil marcou um importante feito em 2023, registrando o segundo maior volume de exportações desde 2001. Com um total de US$ 177,1 bilhões exportados, o setor demonstrou resiliência e capacidade de adaptação, embora tenha apresentado uma leve retração em relação ao ano anterior, que viu um recorde de US$ 181,4 bilhões em vendas ao exterior. Esses números foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (8), refletindo a vitalidade do setor produtivo brasileiro no cenário internacional.

A leve diminuição nas exportações é atribuída pela CNI à normalização das condições de mercado pós-pandemia e ao impacto do conflito na Ucrânia, fatores que em 2022 impulsionaram um aumento significativo nos preços internacionais e, por consequência, nas exportações. Além disso, a desaceleração econômica global e a demanda interna reduzida por estes bens também influenciaram o desempenho do setor.

Outro aspecto notado foi a diminuição da participação da indústria de transformação no total das exportações brasileiras, de 54,3% para 52,2%, sinalizando uma tendência de comoditização da pauta exportadora do país. Esse movimento indica um aumento na proporção de bens primários nas exportações nacionais.

Contudo, as exportações de bens de capital destacaram-se com um valor recorde de US$ 18,2 bilhões em 2023, o maior desde o início das medições. Esse crescimento, que representa um avanço de 18,3% em relação ao ano anterior, foi impulsionado principalmente pelos setores de máquinas e equipamentos, além de outros equipamentos de transporte, indicando uma robustez particular desses segmentos na economia exportadora do Brasil.

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino das exportações brasileiras de bens de capital e consumo duráveis, seguidos de perto pelo Mercosul, que ultrapassou a União Europeia, assumindo a segunda posição. Por outro lado, as vendas para a China, embora expressivas, ficaram consideravelmente mais baixas.

Este panorama sublinha a importância da indústria de transformação brasileira no comércio exterior e a necessidade de estratégias que fortaleçam sua posição global, especialmente em um contexto de mudanças econômicas e desafios internacionais.

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