Mercados Financeiros em Resposta: Reflexos Globais e Locais Ressoam nas Bolsas

Em meio a uma miríade de desenvolvimentos globais e locais, o cenário financeiro brasileiro, representado pelo Ibovespa, registra um ritmo cauteloso nesta quarta-feira (25). A tendência descendente se alinha ao desempenho sombrio observado nos índices de Wall Street, com os mercados atentamente acompanhando uma mistura de reforma tributária, resultados corporativos e tensões geopolíticas.

Por volta do meio-dia, o termômetro da bolsa brasileira marcava uma retração de 0,26%, situando-se aos 113.463 pontos, enquanto o dólar se valorizava em 0,22%, alcançando a marca de R$ 5,00. No plano global, os rendimentos dos títulos norte-americanos e os riscos geopolíticos mantêm os mercados em um estado de vigilância, embora um sopro de otimismo tenha emanado da China, com o anúncio de novos estímulos econômicos.

No território nacional, o foco se volta para a digestão dos números apresentados pelo Santander Brasil, no seguimento de seu balanço trimestral. Paralelamente, olhares financeiros dissecam os balanços de Weg e Klabin, mantendo no horizonte o espetáculo de desenvolvimentos no cenário externo.

A arena legislativa também não passa despercebida, com a reforma tributária sendo um dos pratos principais no cardápio do dia. Eduardo Braga (MDB-AM), relator da matéria no Senado Federal, desvelou seu parecer, introduzindo novas exceções ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e inflando o valor destinado ao Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR).

Nos Estados Unidos, a cena não é menos movimentada. Os índices Dow Jones, S&P e Nasdaq declinam, puxados pelo desempenho das gigantes de tecnologia, Microsoft e Alphabet, somados à apreciação nos títulos do Tesouro americano.

Antecipando-se, o mercado encontra-se na expectativa da reunião do banco central norte-americano, agendada para os dias 31 de outubro e 1° de novembro. A postura do Fed frente à política monetária futura pode desencadear uma maior demanda pelo dólar, em um cenário onde já se observa uma intensificação de operações militares israelenses em Gaza, apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo.

Enquanto isso, a China dá passos robustos, com seu principal órgão parlamentar autorizando a emissão de títulos soberanos na ordem de 1 trilhão de iuanes (137 bilhões de dólares), sinalizando uma injeção de estímulo fiscal para amparar a recuperação econômica.

No mercado de commodities, a atenção se volta para a valorização dos contratos futuros do minério de ferro, dada a sensibilidade do real a esta commodity, especialmente na esteira dos anúncios chineses.

No encerramento do pregão anterior, o dólar à vista se despediu do dia a R$ 4,993 na venda, marcando uma queda de 0,45%. Neste cenário, o Banco Central se posiciona com um leilão de até 16.000 contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem do vencimento de 1° de dezembro de 2023.

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