Na última terça-feira (10), Paulo Gonet, o Procurador-Geral Eleitoral, expressou novamente sua posição contrária às acusações levantadas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu vice da época, Walter Souza Braga Netto. Ambos enfrentam processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusados de abuso de poder político. A continuação do julgamento foi adiada e voltará a ser pauta na terça-feira seguinte, dia 17.
Na sessão, Gonet pontuou a ausência de provas robustas e salientou que, considerando a magnitude do cargo presidencial e das eleições de proporções nacionais, a evidência de condutas irregulares deve ser ainda mais clara e incontestável.
A origem das acusações sugere que Bolsonaro e Braga Netto utilizaram recursos do Palácio da Alvorada para realizar transmissões ao vivo em plataformas digitais e mobilizar atos de campanha durante o período eleitoral.
Um outro ponto discutido no processo refere-se a encontros, no mesmo palácio, entre Bolsonaro, governadores e artistas do segmento sertanejo. Contrariando as alegações, Gonet insiste que não há evidências concretas que sustentem que tais reuniões não estivessem alinhadas às funções presidenciais.
O Procurador-Geral Eleitoral ainda argumentou sobre a dificuldade de apresentação de novas provas nesta fase atual do processo, especialmente considerando a falta de indicação de possíveis meios probatórios na etapa inicial da investigação.
Gonet concluiu reiterando que, sem uma prova de peso suficiente, a ação em pauta não possui fundamento para prosseguir.